GRAMÁTICA
NORMATIVA
Conjunto sistematizado de regras e orientações para se escrever
e falar de acordo com o padrão culto da língua.
1-
Fonologia: phoné (som) + logia (estudo)
Analise das palavras do ponto de vista sonoro.
2-
Morfologia: morphé (forma) + logia (estudo).
a) seus elementos formadores (morfema)
b) os processos de formação das palavras
c) suas classes e flexões
3- Sintaxe: sintaxis (grego) significa arranjo, ordem, disposição.
a) análise sintática
b) sintaxe de regência (verbal e nominal)
c) sintaxe de concordância (verbal e nominal)
d) sintaxe de colocação
4- Semântica: estudo dos significados das formas lingüísticas.
a) Sinonímia, antinonímia
b) Homonímia e polissemia
c) Tempo, aspecto e modo
Classes Gramaticais
1. Substantivo: são palavras que designam os seres do mundo (são os
nomes das coisas) visíveis ou não, animados ou não (quanto as ações,
estados, desejos, sentimentos e idéias);
2. Adjetivo: é a palavra que caracteriza os seres. Refere-se sempre
a um substantivo explícito ou subentendido na frase, com o qual concorda
em gênero e número;
3. Numeral: é a palavra que expressa quantidade exata de pessoas ou
coisas ou o lugar que elas ocupam numa determinada seqüência;
4. Artigo: é a palavra que precede o substantivo, indicando-lhe o gênero
e o número, ao mesmo tempo, determina ou generaliza o substantivo;
5. Advérbio: é a palavra que basicamente modifica o verbo, acrescentando
a ela uma circunstância;
6. Pronome: é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando
a sua posição em relação as pessoas do discursou mesmo situando-o no
espaço e no tempo;
7. Preposição: é a palavra invariável que une termos de uma oração,
estabelecendo entre elas variadas relações;
8. Conjunção: é a palavra invariável usada para ligar orações ou termos
semelhantes de uma oração;
9. Interjeição: é a palavra invariável usada para exprimir emoções e
sentimentos;
10. Verbo: é a palavra que se flexiona em número, pessoa, tempo e voz.
Em termos significativos, o verbo costuma indicar uma ação, um estado
ou fenômeno da natureza.
Linguagem
Linguagem é a representação do pensamento por meio de sinais que permitem
a comunicação e a interação entre as pessoas.
-Linguagem verbal: é aquela que tem por unidade a palavra.
-Linguagem não verbal: tem outros tipos de unidade, como gestos, o movimento,
a imagem e etc.
-Linguagem mista: como as histórias em quadrinhos, o cinema e a tv que
utilizam a imagem e a palavra.
Língua
É o tipo de código formado por palavras e leis combinatórias por meio
do qual as pessoas se comunicam e interagem entre si.
Variedades lingüísticas:
São as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições
sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
-Norma culta: é a língua padrão, a variedade lingüística de maior prestígio
social.
-Norma popular: são todas as variedades lingüísticas diferentes da língua
padrão.
Dialetos:
São variedades originadas das diferenças de região, de idade, de sexo,
de classes ou de grupos sociais e da própria evolução histórica da língua
(ex.: gíria)
Intencionalidade discursiva: são as intenções, explícitas ou implícitas,
existentes na linguagem dos interlocutores que participam de uma situação
comunicativa.
Conceituado:
Texto: É uma unidade lingüística concreta, percebida pela audição (na
fala) ou pela visão (na escrita), que tem unidade de sentido e intencionalidade
comunicativa.
Discurso: É a atividade comunicativa capaz de gerar sentido desenvolvido
entre interlocutores. Além dos enunciados verbais, engloba outros elementos
do processo comunicativo que também participam da construção do sentido
do texto.
Coesão textual: são as articulações gramaticais existentes entre
palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto que
garantem sua conexão seqüencial.
Coerência textual: é o resultado da articulação das idéias de
um texto ; é a estruturação lógico-semântica, que faz com que numa situação
discursiva palavras e frases componham um todo significativo para os
interlocutores.
Conjunções
São palavras invariáveis que unem termos da oração ou orações.
1. Coordenada ou coordenativa : ligam termos ou orações equivalentes.
2. Subordinativas: ligam uma oração principal a uma subordinada.
Ex:
· [Lúcia leu o livro] e [fez a análise]. leu = verbo; e = conjunção
· [Ele veio à aula] [ e não fez a prova].e = conjunção coordenada
aditiva.
· Ele e ela saíram. e = conjunção ligando dois termos.
· [Ele disse] [que não faria a prova]. Ele = sujeito; disse=
V.T.D que não faria a prova = complemento verbal (objeto direto).
- Conjunções Coordenativas: Ligam orações sintaticamente independentes.
- Conjunções Subordinativas: Ligam orações dependentes sintaticamente.
- Conjunções Integrantes (que, se): Ligam orações cujas funções sintáticas
podem ser:
· Sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal,
aposto e predicativo.
Ex: [Convém] [que você venha logo] - que = Conjunção subordinativa integrante,
pois liga orações cuja função sintática é sujeito da oração principal.
que você venha logo = sujeito.
[Não sei] [se ele virá.] - se ele virá = objeto direto
[Necessito] [de que você me ajude.] de que você me ajude = objeto direto.
[Tenho necessidade] [de que você me ajude.] de que você me ajude = complemento
nominal.
[Meu desejo é] [que você seja feliz] que você seja feliz = predicativo
do sujeito.
· Conjunções Subordinativas
Subordinativas adverbiais: Indicam circunstância - função sintática
de adjunto adverbial.
· Causal: "Já que você não vai, eu não vou."
· Comparativa: "Ela chorava como uma criança."
· Condicional: "Só iremos ao clube se você for."
· Conformativa: "Os alunos escreviam conforme o professor falava."
· Consecutiva: "Marta falou tanto que ficou afônica."
· Final: "Estamos bastante a fim de fazermos boa prova."
· Proporcional: "À medida que os alunos chegaram, receberam o
livro."
· Temporal: "Quando cheguei ao colégio, estava escuro."
· Concessiva: "Embora tenha feito os trabalhos, não foi aprovada."
Voz Passiva e Voz Ativa
Os alunos estudarão um assunto novo - Voz Ativa
Um novo livro será comprado por você - Voz Passiva
· Ser:
Pretério
Perfeito Imperfeito Mais-que-perfeito
Fui Era Fora
- Nas escolas, os alunos recitavam muitas poesias - Voz Ativa
Nas escolas, muitas poesias eram recitadas pelos alunos - Voz Passiva
- O terreno tinha sido invadido pelo mato - Voz Passiva
O mato tinha invadido o terreno. - Voz Ativa
Obs.:
1. Somente orações com objeto direto podem ser apassivadas. O objeto
direto da ativa torna-se o sujeito da passiva.
2. Nem sempre o agente da passiva está expresso. Neste caso, a passagem
para a voz ativa se faz com o verbo na 3º pessoa no plural.
Ex.: Os mortos foram sepultados - Voz passiva
Sepultaram os mortos - Voz ativa
Análise sintática dos pronomes relativos
Pronomes relativos: Que, quem, qual, quanto, cujo, onde, como .
- São aqueles que apresentam, numa segunda oração, alguma palavra que
já apareceu na oração anterior. Essa palavra da oração anterior chama-se
antecedente.
- Para analisar o pronome relativo pode-se usar o seguinte artifício:
permuta-se (troca-se) o pronome pelo seu antecedente. A função que cabe
ao termo perguntado cabe ao pronome relativo.
Ex: Não encontramos as galinhas que fugiram.
As galinhas: Antecedente
Que: Pronome relativo
Sujeito = As quais
O sujeito sensível que ele era tornou-se um cético
O sujeito sensível: antecedente
Que: predicativo do sujeito
Classificação do sujeito
- Sujeito determinado: existe. Mas eu sei quem é.
1. Simples;
2. Composto;
3. Oculto;
- Sujeito Indeterminado: existe, mas eu não sei que é.
- Oração sem sujeito: sujeito inexistente
São formadores de oração sem sujeito principalmente os seguintes verbos,
que, justamente por não terem sujeito, são denominados verbos impessoais
e ficam sempre na 3º pessoa do singular.
1. Verbos que indicam fenômeno da natureza;
Ex: Choveu muito durante a madrugada.
2. O verbo "Haver" no sentido de "existir" ou indicando tempo decorrido;
Ex: Há dois meses ...
3. O verbo Fazer indicando fenômeno metereológico ou tempo decorrido;
Ex: Faz calor nesta época do ano.
4. O verbo Ser indicando "hora", "dia" ou "distância".
Ex: Já são oito horas.
Exceção: Verbo ser no plural: O verbo ser sem sujeito passa a concordar
com o predicativo. Predicativo plural = verbo ser no plural.
Predicação
A predicação é o tipo de relação que o verbo mantém com o sujeito
da oração. De acordo com essa relação, há dois grupos de
verbos: os de estado ou de ligação e os nocionais ou significativos.
Quando o verbo significativo é intransitivo, temos sempre um predicativo
do sujeito. Quando o verbo é transitivo, podemos ter predicativo do
sujeito ou predicativo do objeto.
O verbo é de ligação quando ele serve como elemento da ligação
entre o sujeito e seu atributo. A transitividade verbal é a necessidade
que alguns verbos apresentam de ter outras palavras como complemento.
A esses verbos que exigem complemento chamamos de transitivos e aos
que não exigem complemento chamamos de intransitivos. A predicação de
um verbo só pode ser determinada através do contexto da frase em que
ele aparece, isoladamente é impossível determinar sua transitividade.
O verbo é transitivo direto quando o complemento se liga diretamente
ao verbo. Quando o complemento se liga ao verbo por uma preposição ele
é classificado como verbo transitivo indireto.
Verbo Transitivo Direto e Indireto
- Ver : Alguém, alguma coisa - VTD
- Gostar : De alguém, De alguma coisa - VTI
VTD: Ouvir, ler, cantar, escrever.
VTI: Depender, concordar, pensar, confiar.
Suplemento do Sujeito
1. Haver/Existir:
- O verbo Haver, no sentido de Existir é impessoal, por isso aparece
na 3º pessoa do singular.
- O verbo Existir, tem sempre sujeito com o qual deve concordar.
- Os verbos impessoais transmitem a impessoalidade aos verbos auxiliares
e com eles formam locução.
- O auxiliar do verbo existir concorda normalmente com o sujeito.
2. Verbos que indicam fenômenos da natureza:
- Usados em sentido figurado esses verbos têm sujeito. Esses verbos
têm sujeito e deixam de ser impessoais.
- Ex: O pastor trovejava ameaças.
Eu amanheci feliz.
3. Sujeito e partícula "se":
- Se - partícula apassivadora (VTD, VTDI): Varia de acordo com o sujeito.
- Se - Índice de Indeterminação do Sujeito (VTI, VI, VL): Não varia
de acordo com o sujeito (sujeito indeterminado).
Ex: Plastificam-se documentos.(Partícula apassivadora)
Acredita-se em marcianos. (I.I.S)
4. Verbo "Haver"pessoal:
- Quando o verbo "haver" for verbo auxiliar de uma locução verbal, ele
será pessoal.
- Quando o verbo haver é empregado de forma pessoal, ele concorda normalmente
com seu sujeito.
5. Erro no emprego do "ter" pelo "haver":
- Ter indica posse.
INCORRETO CORRETO
Tem um carro na calçada Há (existe) um carro na calçada
Tem peixes no aquário Há (existe) peixes no aquário.
6. Sujeito e Preposição:
- Elementos do sujeito jamais poderão aparecer contraídos com preposição.
- Sujeito e preposição nunca se fundem, apenas se repelem.
Ex: Está na hora de o ônibus chegar. (não "do ônibus..")
Chegou o momento de eles saírem.
Classificação do Predicado
· Nominal:
Verbo de Ligação (VL): Predicado nominal.
Função do VL: Liga o sujeito ao predicado e não é significativo.
É aquele que tem um núcleo que geralmente indica "estado"ou "qualidade"do
sujeito. É formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito.
· Verbal:
Verbo transitivo direto (VTD), indireto (VTI), direto e indireto (VTDI)
e verbo intransitivo: Predicado Verbal (Verbo nominal também).
Verbos significativos ou nocionais: Ação
É aquele que tem como núcleo um verbo que geralmente expressa idéia
de ação. Apresenta sempre um verbo significativo.
· Verbo-Nominal:
VTD, VTI, VTDI, VI : Ação + Estado.
É aquele que tem dois núcleos: um verbo que indica ação e um nome que
indica qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto. É formado por
um verbo significativo mais um predicativo do sujeito ou do objeto.
Predicado verbo-nominal com predicativo do sujeito:
O maestro regia a orquestra satisfeito.
Predicado verbo-nominal com predicativo do objeto:
O juiz declarou o réu inocente.
Eu acho Denise bonita.
Obs.:
· O predicativo do objeto ocorre somente com os verbos seguintes:
Achar, Acusar, Eleger, Imaginar, Julgar, Tornar, Considerar, Encontrar,
Chamar (apelidar, nomear) e sinônimos.
· Podemos antepor o predicativo a ser objeto.
Termos Integrantes da Oração
1. Complementos Verbais:
- Objeto direto:
É um complemento de um VTD, ou seja, o complemento que normalmente vem
ligado sem preposição.
- Objeto indireto:
É um complemento de um VTI, isto é, o complemento que se liga ao verbo
por meio de preposição obrigatória.
2. Complemento Nominal:
- Nome: Substantivo, adjetivo ou advérbio.
- É o termo que completa a significação de um nome transitivo. Vem ligado
ao nome através de uma preposição obrigatória.
Ex: Esse remédio é prejudicial ao organismo.
O juiz decidiu favorável ao réu.
- Obs.: O complemento nominal pode ser representado por um pronome oblíquo.
Nesse caso a preposição está implícita no pronome.
Ex: Caminhar a pé lhe era saudável.
- Não confunda Objeto Indireto com Complemento Nominal!
Ex: Confio em Deus. OI - Confia em quem? Em Deus.
Tenho confiança em Deus. C. Nominal - Confiança em quem? Em Deus.
3. Agente da Passiva:
- É o termo que indica o ser que pratica a ação quando o verbo está
na voz passiva. Vêm regido pela preposição "por" e raramente pela preposição
"de".
Ex: A cidade foi cercada pelo exército.
Termos Acessórios da Oração
1. Adjunto Adverbial:
- É o termo que denota circunstância e modifica o sentido de um verbo,
adjetivo ou advérbio. São os advérbios e as locuções adverbiais que
atuam nas orações como adjunto adverbial.
- Atenção! Não confunda Predicativo com Adjunto Adverbial:
Os aviões passavam velozmente sobre a cidade. (adj. Adverbial)
Os aviões passavam velozes sobre a cidade. (predicativo)
2. Adjunto adnominal:
- É o termo da oração que modifica um substantivo, qualquer que seja
sua função sintática, qualificando-o, especificando-o, determinando-o
ou indeterminando-o. Pode ser sintaticamente um artigo, pronomes, adjetivo,
locuções adjetivas e numerais.
Exemplos:
· No desfile, duas garotas vestiam calças e camisetas brancas.
· Pode levar também este jornal; meu filho caçula já leu o caderno de
esportes.
· Roubaram-lhe as economias.
· O espetáculo de dança foi suspenso até segunda ordem.
· O espetáculo coreográfico foi suspenso até segunda ordem.
- Atenção! Não confunda predicativo com adjunto adnominal.
Predicativo: Não pertence e refere.
Adjunto adnominal: Pertence e refere.
Ex: O time contratou um bom goleiro - Adjunto Adnominal.
O técnico considera bom o goleiro. - Predicativo do obj. direto.
- Dica: Substitui o objeto direto pelo pronome correspondente
(oblíquo átono):
Ex: O time contratou-o. (Adj. Adnominal).
O técnico considera-o bom. (predicativo).
3. Aposto:
- É o termo da oração que se refere a um substantivo, a um pronome ou
a uma oração, para explicá-los, ampliá-los, resumi-los ou identificá-los.
Mais comumente o aposto é marcado por uma pausa entre o termo que se
refere, mas não é regra geral.
Exemplos:
· Àquela hora a avenida Brasil estava intransitável.
· O resto, isto é, as louças, os cristais e os talheres, irá nas caixas
menores.
· Este advogado, como representante da comunidade, é imprescindível.
4. Vocativo:
- É o termo da oração por meio do qual chamamos ou interpelamos nosso
interlocutor, real ou imaginário. Geralmente é isolado por vírgulas,
e, em algumas vezes, acompanhado de uma interjeição.
Exemplos:
· Você viu, doutor, que notícia agradável?
· Deus, me ajude!
· Ó filho, me ajude a carregar as compras.
Pronomes
Cujo (Pronome Relativo)
:: Cujo - contém os artigos: o, a, os, as.
:: Contém a preposição "De"
:: Cujo = De algo.
:: H. G. Wells é um escritor de cujos livros eu gosto.
:. De cujos livros eu gosto = Eu gosto de os livros de H. G. Wells.
:. Cujos (Retoma) um escritor
:: Machado de Assis é um autor brasileiro cujos livros eu aprecio.
:. 1° - Machado de Assis é um autor brasileiro.
:. 2° - Eu aprecio os livros de um autor brasileiro.
:: Cujo (Retoma) um autor brasileiro.
:: Cujos livros = os livros de um autor brasileiro.
<> Odeio os homens cujas vidas não são dedicadas a servir o próximo.
:: Cujas vidas = as vidas dos homens.
:: Cujas (Pronome Relativo) Retoma os homens (inserindo a preposição
de). = dos homens.
Pronome Cujo + preposição
:. Machado de Assis é um autor de cujos livros eu gosto.
:: De cujos livros eu gosto = Eu gosto de os livros de machado de Assis.
:: Cujos = os livros de M. de A.
:: De (Regido pelo verbo Gostar).
Preposições
Aspirar (ambicionar) a;
Concordar com;
Visar (ambicionar) a;
Obedecer a;
Desconfiar de;
Confiar em;
Ir a;
Chegar a;
Levar a;
Namorar (transitivo direto, não tem preposição);
Assistir (presenciar) a;
Preferir a ;
Sair de;
Chorar de;
Concordar com;
Discordar de;
Estar com;
Estar em;
Morar em;
Residir em;
Abaixo de;
Acerca de (a respeito de);
Fiel a;
Importância a;
Fundamental a;
Ajustar-se a;
Atentar a;
Mandamento a;
À temperatura ambiente;
Às vezes;
A pé;
A cavalo;
À mesa;
À moda;
Graças a;
Junto a;
Para com.
Que e Quem
Sou eu que faço. (única forma correta - concorda com o sujeito)
Sou eu quem faço. (concorda com o sujeito - 1° pessoa).
Sou eu quem faz. (concorda com o pronome "quem" - 3° pessoa).
(Estas duas últimas formas estão corretas) .
Concordância Verbal
:: O verbo concorda sempre com o núcleo do sujeito.
:: Núcleo do sujeito = substantivo mais importante.
Ex.
As alunas do curso de férias não vieram
à aula hoje.
A
aluna do curso de férias não veio à
aula hoje.
Exceções:
Coletivos:
Uma cáfila de camelos sedentos atravessava / atravessavam o deserto.
Porcentagem:
1% dos policiais está / estão de greve.
20% da população estão / está infeliz com a prefeitura.
Expressões Partitivas:
A maioria dos alunos passará / passarão de ano.
Gradação:
Um dia, uma hora, um minuto ao seu lado muito me alegrariam / alegraria.
Sinônimos:
Beleza e graça estão / está em você.
Sujeito composto e posposto:
Interveio / Intervieram o Senador e o Padre.
Pronomes de tratamento: Verbo sempre na 3° pessoa.
Pontuação
Emprego da Vírgula:
1. Provérbios:
Ex. Casa de ferreiro, espeto de pau.
2. Topônimos (nas datas e endereços):
Ex. Joinville, 09 de março de 2000.
Rua Dr. Murici, n° 144.
3. Vocativo:
Ex. Meu filho, eu só desejo a tua felicidade.
Eu só desejo, meu filho, a tua felicidade.
4. Aposto:
Ex. Arnaldo, meu vizinho, gosta de música.
Ex. Fernando Henrique, o presidente do Brasil, chega hoje à Europa.
5. Itens de mesma classe gramatical ou expressões de mesma função sintática:
Ex. Desejo-te dinheiro, saúde, alegria, muita paz!
Ex. Comprei borrachas, lápis, canetas e cadernos.
6. Orações de sujeitos diferentes:
Ex. Pedro chegou, e Paulo saiu.
Ex. A lei deve ser cumprida, e a moral deve ser seguida.
** Não se usa para separar termos de uma mesma oração ou quando une
orações de mesmo sujeito:
Ex. Orlando e Luís são pescadores.
Cheguei e sai.
7. Polissíndetos:
Ex. E zumbia, e voava, e voava, e zumbia.
Ex. Ou falava, ou cantava, ou berrava.
Ex. Nem comia, nem bebia, nem conversava.
8. Palavras repetidas:
Ex. Já, já falaremos sobre isto.
Ex. Corre, corre que a polícia vem aí!
9. Elipse:
Ex. Ela, uma das mais lindas do Brasil. (
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
é)
10. Zeugma:
Ex. Os bons vão para o céu; os maus, para o inferno. (vão)
11. Conjunções:
Ex. És homem; deves, portanto, saber a verdade.
Ex. Ela sabe, porém, que não a amo.
:. Pois, Porém, Todavia, Contudo, Entretanto.
12. Expressões Explicativas:
Ex. Na caixa havia dois objetos, ou seja, um elástico e um medalhão.
EX. Eu sai, ou melhor, eu fui embora às dez horas.
:. Isto é, por exemplo, ou melhor, ou seja, quero dizer.
13. Adjuntos Adverbias deslocados:
Ex. Depois, as coisas mudaram.
EX. As coisas, depois, mudaram.
:: Ordem direta: Sujeito + Verbo + Complementos.
14. Orações Coordenadas Assindéticas:
Ex. Vim, vi, venci.
15. Orações Coordenadas Sindéticas:
Ex. Ele prometeu, mas não cumpriu.
Ex. Tome cuidado, porque nem todo o vinho é suave.
Ex. Não mintas, que isso é pior.
16. Orações Intercaladas:
Ex. A história, diz Cícero, é a mestra da vida.
Ex. O governador, ninguém duvida disso, é muito severo.
Ex. Que os candidatos vençam, quando o concurso terminar, satisfará
a todos nós.
17. Orações Adjetivas Explicativas:
Ex. O homem, que é mortal, tem alma imortal.
Ex. Deus, que é bom, criou todas as coisas.
18. Orações Subordinadas Adverbiais:
Ex. Se pudesse, iria à Espanha.
À proporção que o tempo passa, nossas desilusões desaparecem.
Ex. Ao escrever, não se esqueça da pontuação
Ex. Realizada a tarefa, podes ir namorar.
Ex. Entrando no quarto, desmaiou.
Ex. Em se plantando, tudo dá.
Ex. Sempre que pode, viaja.
** Inclusive as reduzidas.
ACENTUAÇÃO
GRÁFICA
A
acentuação é um fenômeno que se manifesta tanto na língua falada quanto
na escrita. No âmbito da fala, marcamos a acentuação das palavras de
forma automática, com uma sutil elevação de voz.
Eventualmente,
ocorrem dúvidas quanto à pronúncia que são na verdade dúvidas quanto
à acentuação de determinada palavra, como nos exemplos: rubrica ou */rúbrica/,
Nobel ou */Nóbel/.
Na língua escrita, a acentuação das palavras decorre basicamente da
necessidade de marcar aqueles vocábulos que, "sem acento, poderiam ser
lidos ou interpretados de outra forma".
A
acentuação gráfica compreende o uso de quatro sinais:
a)
o agudo (´), para marcar a tonicidade das vogais a (paráfrase, táxi,
já), i (xícara, cível, aí) e u (cúpula, júri, miúdo); e a tonicidade
das vogais abertas e (exército, série, fé) e o (incólume, dólar, só);
b)
o grave (`), exclusivamente para indicar a ocorrência de crase, i. é,
a coocorrência da preposição a com o artigo feminino a ou os demonstrativos
a, aquele(s), aquela(s), aquilo (v. adiante 9.1.2.1.3. Casos Especiais).
c)
o circunflexo (^), para marcar a tonicidade da vogal a nasal ou nasalada
(lâmpada, câncer, espontâneo), e das vogais fechadas e (gênero, tênue,
português) e o (trôpego, bônus, robô);
d)
e acessoriamente o til (~), para indicar a nasalidade (e em geral a
simultânea tonicidade) em a e o (cristã, cristão, pães, cãibra; corações,
põe(s), põem).
Regras
de Acentuação Gráfica
Quanto à Tonicidade
1.
Proparoxítonos:
Todas
as palavras em que a antepenúltima sílaba é a mais forte são acentuadas
graficamente: câmara, estereótipo, falávamos, discutíamos, América,
África.
Seguem,
ainda, esta regra os proparoxítonos eventuais ou relativos, i.
é, os terminados em ditongo crescente: ministério, ofício, previdência,
homogêneo, ambíguo, Ásia, Rondônia.
2.
Paroxítonos:
As
palavras em que a penúltima sílaba é a mais forte são acentuadas graficamente
quando terminam em:
-
i(s): júri(s), táxi(s), lápis, tênis;
-
us: bônus, vírus, Vênus;
-ã(s),-ão(s):
órfã, ímã, órfãs, órgão, órgãos, bênção, bênçãos;
-om,
-ons: rádom (ou radônio), iâmdom, nêutron, elétron, nêutrons;
-um,
-uns: fórum, álbum, fóruns, álbuns;
-l:
estável, estéril, difícil, cônsul, útil;
-n:
hífen, pólen, líquen;
-r:
açúcar, éter, mártir, fêmur;
-x:
látex, fênix, sílex, tórax;
-ps:
bíceps, fórceps.
Observações:
a)
A regra de acentuar paroxítonos terminados em i ou r não se aplica aos
prefixos terminados nessas letras: anti-, semi-, hemi-, arqui-, super-,
hiper-, alter-, inter-, etc.
b)
Atente para o fato de que a regra dos paroxítonos terminados em -en
não se aplica ao plural dessas palavras nem a outras com a terminação
-ens: liquens, hifens, itens, homens, nuvens, etc.
3.
Oxítonos:
As
palavras em que a sílaba mais forte é a última são acentuadas quando
terminadas em:
-a(s):
guaraná, atrás, (ele) será, (tu) serás, Amapá, Pará;
-e(s):
tevê, clichê, cortês, português, pajé, convés;
-o(s):
complô, robô, avô, avós, após, qüiproquó(s);
-em,
-ens: armazém, armazéns, também, (ele) provém (eles) detêm.
Observação:
As
palavras tônicas que possuem apenas uma sílaba (monossílabos) terminadas
em a, e e o seguem também esta regra: pá, pé pó, (tu)
dás, três, mês, (ele) pôs, má, más; assim também os monossílabos verbais
seguidos de pronome: dá-la, tê-lo, pô-la, etc. 9.1.2.1.2.
Quanto
aos Encontros Vocálicos
-
Ditongos abertos tônicos:
Os
ditongos ei, eu, oi têm a primeira vogal acentuada graficamente quando
for aberta e estiver na sílaba tônica: papéis, réis, mausoléu, céus,
corrói, heróis.
-
Ditongos ue e ui antecedidos por g ou q:
Leva
acento agudo o u quando tônico, e trema quando átono: apazigúe, argúi,
argúem, averigúe, obliqúe, obliqúem, e argüir, delinqüir, freqüente,
agüentar, cinqüenta.
-
Hiatos em i e u: i e u tônicos, finais de sílaba com ou sem s, e precedidos
de vogal não tremada, levam acento agudo quando não forem seguidos de
nh: ensaísta, saída, juízes, país, baú(s), saúde, reúne, amiúde (adv.),
viúvo (mas: bainha, moinho).
-
Hiatos -eem e -oo(s): a primeira vogal da terminação -oo(s) é acentuada
com circunflexo: vôo(s), enjôo(s), abençôo; da mesma forma a terminação
-eem, que só ocorre na terceira pessoa do plural em alguns tempos dos
verbos crer, dar, ler e ver: crêem, dêem, lêem, vêem, e derivados: descrêem,
relêem, provêem, prevêem, etc.
Casos
Especiais
a) Acento grave:
É
usado sobre a letra a, para indicar a ocorrência de crase (do grego
krásis, mistura, fusão) da preposição a com o artigo ou demonstrativo
feminino a, as ou com os demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
encaminhar a a Procuradoria > encaminhar à Procuradoria; devido a a
gestão do Ministro > devido à gestão do Ministro; falar a a Secretária
> falar à Secretária.
Emprega-se,
ainda:
-
Para diferenciar a preposição a do artigo feminino singular a em locuções
como à caneta, à máquina;
-
Em locuções em que significa à moda, à maneira (de): sair à francesa,
discurso à Rui Barbosa, etc.
b)
Acento diferencial:
Marca
a diferença entre homógrafos ou homófonos exclusivamente nos seguintes
casos:
-
Têm (eles) para distingui-lo de tem (ele), e vêm (eles), distinto de
vem (ele); (vale nos derivados: eles detêm, provêm, distinto de detém,
provém (ele);
-
Pôde (pretérito perfeito) distinto de pode (presente);
-
Fôrma (substantivo) distinto de forma (verbo formar);
-
Vocábulos tônicos (abertos ´/fechados ^) que têm homógrafos átonos:
tônicos côa, côas (v. coar) pára (v. parar) péla, pélas (v. pelar e
s.f.) pélo (v. pelar), pêlo, pêlos péra, péras (pedra), pêra pêro, Pêro
póra(s) (surra); pôla(s) (broto vegetal) pólo(s) (eixo, jogo); pôlo(s)
(filhote de gavião) pôr (verbo) átonos coa, coas (com a, com as) para
(preposição) pela, pelas (por a(s) pelo, pelos (por o(s) pera (forma
arcaica de para) pero (forma arcaica de mas) pola(s) (forma arcaica
de por a(s)) polo(s) (forma arcaica de por o(s)) por (preposição) As
palavras acima listadas compõem a relação completa das que recebem acento
diferencial. Várias são arcaísmos em desuso.
c)
Til:
Tem
como função primeira a de indicar a nasalização das vogais a e o, mas
eventualmente acumula também a função de marcar a tonicidade (chã, manhã,
cristã, cãibra).
Acrescente-se,
por fim, que as regras para acentuação gráfica valem igualmente para
nomes próprios (América, Brasília, Suécia, Pará, Chuí, Maceió, etc.)
e para abreviaturas de palavras acentuadas (página - pág., páginas -
págs., século - séc.). A acentuação de palavras estrangeiras ainda não
aportuguesadas segue as regras da língua a que pertencem: détente, habitué,
vis-à-vis (francês).
Hífen
O hífen ou traço-de-união é um sinal usado para ligar os elementos
de palavras compostas: couve-flor, vice-ministro; para unir pronomes
átonos a verbos: agradeceu-lhe, dar-se-ia; e para, no final de uma linha,
indicar a separação das sílabas de uma palavra em duas partes (a chamada
translineação): com-/parar, gover-/no.
Analisamos,
a seguir, o uso do hífen em alguns casos principais.
Hífen entre Vocábulos
a) na composição de palavras em que os elementos constitutivos mantêm
sua acentuação própria, compondo, porém, novo sentido: abaixo-assinado
(abaixo assinado, sem hífen, com o sentido de '(aquele) que assina o
documento em seu final': "João Alves, abaixo assinado, requer...")
decreto-lei
licença-prêmio
mão-de-obra
matéria-prima
oficial-de-gabinete
papel-moeda
processo-crime
salário-família
testa-de-ferro
(testa de ferro, sem hífen, significa 'testa dura como ferro')
b)
na composição de palavras em que o primeiro elemento representa forma
reduzida: infanto-juvenil (infanto = infantil) nipo-brasileiro (nipo
= nipônico) sócio-político (sócio = social)
c)
nos adjetivos gentílicos (que indicam nacionalidade, pátria, país, lugar
ou região de procedência) quando derivados de nomes de lugar (topônimos)
compostos:
belo-horizontino
norte-americano
porto-riquenho
rio-grandense-do-norte
d)
nas palavras compostas em que o adjetivo geral é acoplado a substantivo
que indica função, lugar de trabalho ou órgão:
diretor-geral
inspetoria-geral
procurador-geral
secretaria-geral
e)
a preposição sem liga-se com hífen a alguns substantivos para indicar
unidade semântica (adquire, assim, valor de prefixo):
sem-fim
sem-número
sem-terra
sem-sal
sem-vergonha
sem-par
f)
o advérbio de negação não liga-se com hífen a alguns substantivos ou
adjetivos para indicar unidade semântica (adquire, assim, valor de prefixo):
não-agressão
não-eu
não-metal
não-ser
não-ferroso
não-participante
não-linear
não-alinhado
Hífen
e Prefixos
Os
prefixos utilizados na Língua Portuguesa provieram do latim e do grego,
línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios, isto é, como
vocábulos autônomos. Por essa razão, os prefixos têm significação precisa
e exprimem, em regra, circunstâncias de lugar, modo, tempo, etc.
Grande
parte das palavras de nossa língua é formada a partir da utilização
de um prefixo associado a outra palavra. Em muitos desses casos, é de
rigor o emprego do hífen, seja para preservar a acentuação própria (tônica)
do prefixo ou sua evidência semântica, seja para evitar pronúncia incorreta
do vocábulo derivado.
a)
os seguintes prefixos nunca vêm seguidos de hífen (ligam-se, portanto,
diretamente ao vocábulo com o qual compõem uma unidade):
aer(o),aerotransporte
agro,
agroindústria
ambi, ambidestro
anfi,
anfiteatro
audio,
audiovisual
bi,
bicentenário
bio,
biogenético
cardio,
cardiovascular
cis,
cisplatino
de(s),
desserviço
di(s),
dissociação
ele(c)tro,
eletroímã
fil(o),
filogenético
fisio,
fisioterapia
fon(o),
fonoaudiólogo
fot(o),
fotolito
gastr(o),
gastr(o)enterologia
ge(o),
geotécnica
hemi,
hemicírculo
hepta,
heptassílabo
hexa,
hexafluoreno
hidr(o),
hidr(o)elétrica
hipo,
hipotensão
homo,
homossexual
in,
inapto
intro,
introversão
justa,
justaposição
macro,
macroeconomia
micr(o),
microrregião
mono,
monoteísmo
moto,
motociclo
multi,
multinacional
para,
parapsicologia
penta,
pentacampeão
per,
perclorato
pluri,
plurianual
poli,
polivalente
psic(o),
psicossocial
radi(o),
radioamador
re,
reversão
retro,
retroativo
tele,
teledinâmica
term(o),
term(o)elétrica
trans,
transalpino
tri,
tricelular
uni,
unidimensional
b)
o prefixo ex exige hífen quando indica 'estado anterior', 'que
foi': ex-deputado ex-ministro ex-mulher ex-secretário
c)
o prefixo vice exige sempre o hífen: vice-almirante vice-diretor vice-presidente
vice-versa
d)
os prefixos pós, pré, pró - assim, tônicos e de timbre aberto - requerem
hífen sempre: pós-escrito pós-guerra pós-moderno pós-natal pré-aviso
pré-nupcial pró-republicano mas sem hífen quando átonos (e, normalmente,
fechados): posfácio pospor predeterminar predizer preestabelecer preestipulado
preexistir prejulgar
e)
os seguintes prefixos exigem hífen quando combinados com palavras iniciadas
por vogal,
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
h, r ou s: auto (auto-estima, auto-retrato, etc.) contra
(contra-ataque, contra-oferta, etc.) extra (extra-oficial, extra-humano,
extra-sensível; extraordinário é a única exceção - que, no entanto,
é lícito distinguir de extra-ordinário 'não ordinário, não rotineiro;
imprevisto') infra (infra-estrutura, infra-hepático, infra-renal, etc.)
intra (intra-ocular, intra-hepático, intra-renal, etc.) neo (neo-escolástico,
neo-hegeliano, neo-realismo, etc.) proto (proto-história, proto-revolução,
etc.) pseudo (pseudo-esfera, pseudo-humano, pseudo-sigla, etc.) semi
(semi-anual, semi-úmido, semi-selvagem, semi-humano, etc.) supra (supra-renal,
supra-sumo, etc.) ultra (ultra-romântico, ultra-sensível, etc.)
f) os seguintes prefixos exigem hífen quando combinados com palavras
iniciadas por h, r ou s: ante (ante-histórico, ante-sala, etc.) anti
(anti-humano, anti-herói, anti-regimental, etc.) arqui (arqui-histórico,
etc.) sobre (sobre-humano, sobre-saia; exceções: sobressair, sobressalto)
hiper (hiper-humano, hiper-realismo, etc.) inter (inter-hemisférico,
inter-regional, etc.) super (super-homem, super-requintado, etc.)
g)
os seguintes prefixos exigem hífen quando combinados com palavras iniciadas
por vogal ou h: circum (circum-ambiente, circum-hospitalar, etc.) mal
(mal-entendido, mal-humorado, etc.) pan (pan-americano, pan-helênico,
etc.)
h)
os seguintes prefixos exigem hífen quando combinados com palavras iniciadas
por r: ab (ab-rogar: anular, suprimir) ad (ad-rogar: adotar ou tomar
por adoção) ob (ob-rogar: contrapor-se) sob (sob-roda: saliência capaz
de estorvar o deslocamento de um veículo) sub (sub-reitor, sub-região,
etc.; no caso de sub também separamos por hífen as palavras iniciadas
por b: sub-bloco, sub-bibliotecário)
Observação:
Hífen de composição vocabular ou de ênclise e mesóclise é repetido quando
coincide com translineação: decreto-/-lei, exigem-/-lhe, far-/-se-á.
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